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26/04/2012
13/02/2012
Depois se vê
Hoje, com a repercussão do julgamento do Lindemberg, assassino de Eloá Pimentel, lembrei-me de um capítulo do livro que gosto muito, Feliz por nada de Martha Medeiros, onde reflete sobre a demora do pensar, da decisão, da atitude. A indecisão que nos leva ao mais trágico comodismo, gerando consequências que não esperamos mas simplesmente são o óbvio do ócil.
Chuva. Nada mais ancestral. Muita água, pouca água, não importa: choverá. Em vários períodos do ano, mais forte, mais fraco: choverá. Em São Paulo, Minas, Rio, Florianópolis. E também na Alemanha, na Nova Zelândia, no Peru.
Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção. Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional – mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até as 14h30min desta quarta-feira, por que acreditar que às 14h31min tudo pode mudar? E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada.
Somos os reis em tapar buracos, os bambambãs em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.
A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140 km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata – na pior delas.
A gente vota em corrupto, depois desdenha da política em mesa de bar. A gente joga lixo no cordão da calçada, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que invadiram nossa privacidade.
Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só irão se dar conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os manés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento antes, não. Se precisar mesmo, depois.
Precisamos mesmo. Só que antes.
Choveu nos anos 40, chove em 2011, choverá em 2068. Passado, presente e futuro sob uma única nuvem. Só que o país do futuro não pensa no futuro. Somos totalmente refratários à prevenção. Tudo o que nos acontece de ruim provoca uma chiadeira, vira escândalo nacional – mas depois. Ficamos estarrecidos, mas depois. O antes é um período de tempo que não existe. Investir dinheiro para evitar o que ainda não aconteceu nos soa como panaquice. Se está tudo bem até as 14h30min desta quarta-feira, por que acreditar que às 14h31min tudo pode mudar? E então não se investe em hospitais até que alguém morra no corredor, não se policia uma rua até que duas adolescentes sejam estupradas, não se contrata salva-vidas até que meia dúzia morra afogada.
Somos os reis em tapar buracos, os bambambãs em varrer para debaixo do tapete, os retardatários de todas as corridas rumo ao desenvolvimento. Não prevemos nada. Adoramos os astrólogos, mas odiamos pesquisa. Consideramos estupidez gastar dinheiro com tragédias que ainda estão em perspectiva. Só o erro consolidado retém nossa atenção.
A gente se entope de açúcar, não usa fio dental e depois vai tratar a cárie, se sentindo privilegiado por poder pagar um dentista. A gente aplaude a arrogância dos filhos e depois vai pagar a fiança na delegacia. A gente fuma três maços por dia e depois processa a indústria tabagista. A gente corre na estrada a 140 km/h, ultrapassa em faixa contínua e depois suborna o guarda, na melhor das hipóteses. Ou então morre, ou mata – na pior delas.
A gente vota em corrupto, depois desdenha da política em mesa de bar. A gente joga lixo no cordão da calçada, depois se surpreende em ter a rua alagada. A gente se expõe em todas as redes sociais, depois esbraveja contra os que invadiram nossa privacidade.
Precisamos de transporte público de qualidade, mas só depois de sediar a Copa do Mundo. A sociedade reclama por profissionais mais gabaritados, mas ninguém investe em professores e em universidades. E os donos de estabelecimentos comerciais só irão se dar conta de que estão perdendo dinheiro quando descobrirem os manés que contrataram para atender seus clientes. Treinamento antes, não. Se precisar mesmo, depois.
Precisamos mesmo. Só que antes.
Texto extraído do livro que adoro: Feliz Por Nada, Martha Medeiros
23/07/2011
Amy Winehouse, morreu :(
Morre Amy Winehouse, aos 27 anos. Grande sucesso musical interrompido por abuso excessivo de álcool e drogas. Original e polêmica, Amy conquistou muitos fãs, trazendo de volta o bom e velho som, com pouca idade e carreira profissional deixou grande tristeza em vários países, por termos perdido a rainha do jazz. Ninguém sabe ao certo qual a causa da sua morte, mas presume-se que tenha sido uma overdose. A britânica surpreendeu o mundo com a sua voz, cabelo e estilo musical em 2003 e o sucesso da sua carreira parecia garantido desde o primeiro minuto! Infelizmente, nos últimos anos a cantora mergulhou de cabeça na vida noturna, nas drogas, no álcool e até na violência. Enquanto o marido foi (e continua) preso, ela começou a cancelar concertos e a emagrecer dramaticamente, tendo já sido relatados vários problemas de saúde na imprensa.
O que é mais curioso, é o fato de outros grandes artistas do rock, terem morrido ou se suicidado com a mesma idade, tais como: Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Kurt Cobain :(
Então fica na memória a lembrança de mais uma das grandes estrelas do cenário musical.
O que é mais curioso, é o fato de outros grandes artistas do rock, terem morrido ou se suicidado com a mesma idade, tais como: Jim Morrison, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Kurt Cobain :(
Então fica na memória a lembrança de mais uma das grandes estrelas do cenário musical.
23/06/2011
Uma sociedade sem regras
Parlamentares pensam projetos de Lei sem utilidade para a sociedade. Entre as ideias estão os projetos que criam dias especiais, como o dia do cachorro, do pescador ambulante e da baiana do acarajé. Há também parlamentares que criam projetos que mexem com a cidade toda... Por exemplo, em Cascavel no Paraná, em 2007 foi sancionada a lei que obriga os cavalos usarem fraldas,uma espécie de bolsa para evitar que as fezes caiam no chão.
Em Vitória do Espírito Santo, foi sancionada em 1995 uma lei que cria um Aeroporto Interplanetário, dá pra imaginar? O espaço reservado para as naves espaciais, corresponde a cinco campos de futebol. E muito mais, até o dia nacional do feijão com arroz. Putz!
O congresso nacional é campeão nessas leis de caráter duvidoso, deixando a desejar a necessidade do povo brasileiro, o que realmente importa está ficando de lado, como a segurança das ruas, lojas, escolas, bancos e até nas próprias casas. Tantos problemas pra resolver, e o que está sendo discutido no congresso: Dia do feijão com arroz --'
A sociedade está esquecida, deixando tudo indo como está, nada está sendo feito para melhorar a situação do pobre povo sofredor brasileiro. Cada dia mais cresce a violência, assaltos, homicídios, sequestros... A falta de impunidade só gera mais sujeira, tá tudo ficando debaixo dos panos. Com estas leis sem pé nem cabeça vamos pra frente Brasil. Por isso pensem bem antes de digitar aqueles números nas urnas, eles podem mudar tudo. Vote consciente!
Fonte: http://videos.r7.com/parlamentares-pensam-projetos-de-lei-sem-utilidade-para-a-sociedade/idmedia/4decfa3f3d144894a1e47f7b.html
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